Tuesday, November 3, 2009
Monday, November 2, 2009
Quem pode, pode…
E hoje depois de suar as estopinhas para retirar a viatura de um estacionamento apertadinho, apertadinho, onde se amontoavam mais carros do que aqueles que o sr arquitecto imaginou quando desenhou o local, eis que surge um agente de autoridade….
para me autuar por aselhice qualificada ao volante?! para me dar os parabéns por tão brilhante manobra?! – perguntam vocês (leitores imaginários do nosso quase defunto blog….)
Naaaaão, para mandar parar o trânsito para eu sair do estacionamento!!!
Que classe!
mafalda mascarenhas
Monday, June 8, 2009
Terror no avião
Um avião desapareceu no Atlântico, entre o Rio de Janeiro e Paris. Quando estas palavras forem publicadas talvez saibamos o que aconteceu. No momento em que escrevo, as televisões e computadores do mundo estão suspensos das notícias e da sorte de 228 pessoas. Os desastres de avião, aviões grandes ou pequenos, comerciais ou privados, mobilizam os noticiários. No fundo de nós existe o medo de voar, embora a maior parte das pessoas diga que não tem medo. Durante anos fiz parte desse grupo de gente banhada de serenidade quando entra num avião. A primeira vez que andei de avião a descolagem soube-me a montanha russa, e adorei voar. Pensei em tirar o brevet, e matriculei-me no pára-quedismo. Andei de avião como quem anda a pé, descansada.
Linhas das Américas, de África, com cadastro. Num voo entre Lima e Cuzco, no Peru, fomos gentilmente avisados de que devido aos ventos andinos teríamos um intervalo de duas horas para a aterragem. Saímos com uma hora e meia de atraso. O piloto ia tentar acelerar. O avião estava cheio de índios que transportavam aves e outros animais a bordo. Comida viva. A desordem reinava, e dada a situação do Peru, à beira de uma guerra civil e minado pela miséria e a corrupção, o Sendero Luminoso e o narcotráfico, só os jornalistas e os autóctones andavam na Aeroperu, então denominada Aeropeor. Lia uma revista quando aterrámos no planalto do Andes, nem consultei o relógio. Nada me perturbava.
Nos Estados Unidos apanhei uma aviãozeco a hélice de Kansas City para Cedar Rapids, no Iowa, com quatro agricultores e criadores de gado e um piloto que tinha feito o Vietname e usava um chapéu de cowboy e umas pulseiras de metal que tilintavam quando mexia nos comandos. Avisou-nos que ia ser one hell of a ride, era a estação quente, dos tornados e das tempestades; a meteorologia previa trovões e relâmpagos, rajadas fortes e turbulência. O veterano do Vietname entrou em delírio, ia ser uma aventura, ready?, cá vamos nós. E fomos. A meteorologia tinha razão. One hell of a ride. Fomos sacudidos, abanados, estremecidos, subimos, descemos, raios despedaçavam o céu de chumbo, um grandioso espectáculo de fúria natural. Visto do ar. Género “Apocalypse Now” com banda sonora do Willie Nelson. O piloto entrou em transe: Natrang, o delta do Mekong, os voos picados em helicóptero, os campos de arroz, os “chinocas”, o sangue, a selva. Nostalgia da guerra e dos bombardeamentos enquanto o avião chocalhava no vento. Um dos criadores de gado vomitou. Deixei de ouvir as pulseiras. Estava a voar com o tipo que dizia: Adoro o cheiro do napalm pela manhã. Desembarquei e agradeci a experiência. Se tinha gostado? Claro que tinha gostado. A vida era simples.
Um problema num voo regular entre duas cidades de Espanha introduziu um medo insidioso. O avião ficou sem motores, flutuando no silêncio por segundos. Aterrámos com o aeroporto em alerta. Consegui apanhar o avião de volta e a vida nunca mais foi tão simples. O medo cresceu até se converter em fobia. Existe um clube de gente como eu, umas fazem terapia, outras tomam calmantes. Eu tomo calmantes. Com álcool. O que me leva a ser vista às sete da manhã num bar de aeroporto a pedir um copo de champanhe antes de embarcar. Dá muito bom aspecto. A receita ideal é a do escritor Martin Amis, whisky com Valium. Experimentei a mistura e fiquei tão narcotizada que perdi o passaporte, esquecido num balcão do aeroporto. Passei a uma fórmula mais suave. Nem sempre resulta. À mínima turbulência o pânico começa a subir e começo a dobrar a dose. Saio do voo em estado zombie.
Dentro do avião, fico suspensa do ruído do trem de aterragem a recolher e a descer. Vigio o sistema eléctrico, uma luz fundida preocupa-me. Vigio a cara dos outros passageiros quando há sacudidelas, vejo-os a ler ou a escrever num computador. E fico destruída pela irracionalidade da ansiedade. Exausta. Entre terror e tédio, os únicos sentimentos que se podem experimentar num avião, dizia Orson Welles, dêem-me o tédio. Um dos terrores é a travessia do Atlântico, onde não existem pistas sobresselentes. A história do voo da Air France enche-me de angústia e compaixão pelas pessoas que iam dentro. Consigo imaginar o embarque, a alegria da viagem que acabou ou da que vai começar, consigo imaginar os derradeiros instantes. Fico doente de ansiedade sem estar a voar nem ter parentes ou amigos no voo. A situação confirma-me o terror. Um avião desaparecido no Atlântico. Não creio que exista cura para este medo. E acho que todos o têm em pequenas doses. Ou não bateriam palmas na aterragem.
Thursday, May 21, 2009
All in a day’s work
Ontem preguei uma rasteira ao Siza Vieira, fui à casa debanho com a Eunice Muñoz e sentei-me bem pertinho do Balsemão e do Vieira de Almeida.
….viver em Lisboa tem destas coisas
mafalda mascarenhas
Friday, May 15, 2009
Bom Fim-de-Semana
Porque é sexta-feira
porque a música é muito boa
mafalda
Post cheio de interesse e de leitura obrigatória….
Primeiro inventaram a roda, depois o automóvel,
chegámos à lua e daqui a pouco a Marte; a Internet é wireless e os I-Pods têm mais memória que o meu PC. Mil e uma engenhocas que nos facilitam ou, muito simpesmente alegram, a nossa vida e que ainda há bem pouco tempo faziam parte do imaginário colectivo.
Então, e para quando uns headphones que não se emaranharem loucamente obrigando, todas as manhãs, a uma ginástica mental digna de um Cubo de Rubik ou um Sudoku daqueles bem difíceis, hein????
mafalda mascarenhas
Wednesday, May 6, 2009
Esperar que nos venham buscar
Ultimamente tenho ouvido diversos testemunhos de pessoas que de alguma forma não se sentem felizes nas relações que têm.
Faz-me uma certa ( para não dizer muita) confusão que mesmo assim nada façam para alterar isso. Nem que no limite a solução seja o fim do namoro.
Um dos intervenientes nestas histórias só espera, na minha opinião, encontrar alguém que o faça perder a cabeça para deixar tudo para trás. Mas se não encontrar também não abandona o que tem. É a velha história de só largar uma mão quando a outra já está bem presa….
E o pior é que sei que vai ser muito infeliz se não conseguir optar por ficar com ‘as duas mãos soltas’…
Nas minhas viagens pela blogoesfera encontrei um texto que descreve bem o que algumas pessoas vivem, senão reparem bem…
” Podemos tentar fugir, esconder-nos, calar-nos, mas não nos podemos impedir de reagir.
Não podemos dizer ao coração para não bater mais depressa, não podemos ordenar que a pele não se arrepie, não podemos impedir a íris de dilatar.
Podemos disfarçar, podemos negar.
Não podemos obrigar-nos a não sentir, a não querer, quando se quer.
…Mas podemos desistir. Podemos ir embora, escolher não ficar.
E indo, esperar que nos venham buscar. Mesmo quando sabemos que não o farão.’
Filipa Pessoa
Tuesday, February 3, 2009
buço, buçinho, bigodinho
Em resposta ao repto lançado pela Mafalda, achei que já era tempo de trazer à colação um assunto que tem motivado mails e mails e que é a mais nova obsessão da nossa Kerk: o bigodinho da J.!
E perguntam vocês, caros leitores (ora bem, podemos chamá-los pelos nomes: Dra. Tinita, Ca Julini e assim que me lembre são estes… Mãe, que é feito de ti a manchar o curriculum dos ilustres pais das agripinas???!!!) o que tem o bigodinho da J.???
Se repararem, eu disse o bigodinho da J., não do J., o que seria mau, mas até podia ser moda ou ser daqueles poucos rapazes (tipo 2 ou 3) a quem fica bem o dito. Pois é, o problema do bigodinho da J. é simplesmente o facto de ele estar lá, firme, talvez não hirto, mas dizem que abundante e a puxar pró grande… A Rocio jura a pé juntos que ele já não está lá, mas as testemunhas arroladas pela acusação, encabeçadas pela nossa digníssima MP, não deixaram margem para dúvidas: still there, still giant!
Enquanto outros blogs se debatem acerca da depilação integral ou não, nós aqui nas agripinas voltamos ao básico. Com bigodinho ou sem bigodinho? Posso garantir, que à excepção da cara J. ninguém, mas ninguém aprecia o dito. E não me venham dizer, ah e tal o meu não se nota que eu não sou morena!! Nota sim, minhas caras. Mas digo mais, o crime capital nesta matéria é mesmo pôr o dito fluorescente…Não sei o que passa na cabeça dessas mentes brilhantes, morenas, a puxar para o mestiço, mas que acham que a melhor maneira de resolver o problema não é tirá-lo, mas colorir, pôr assim uma coisa amarelo fluorescente, para chamar bem a atenção! Qualquer coisa do género, se ainda não tiverem reparado no meu super buço, olhem agora melhor que está amarelo e contrasta!!!
E para encerrar o assunto, não venha para aí alguém dizer que os rapazes até gostam de um buçinho, digo apenas que para fazer tranças basta o cabelo!
m
Monday, January 26, 2009
Desaparecidas em combate
Por esta altura do campeonato (não, não estou a falar desse campeonato onde certos e determinados clubes chegam ao 1º lugar com três penaltis roubados) os nossos leitores (sim, estou a falar com vocês os três e contigo, mãe) deverão andar a questionar-se por onde andarão as Agripinas??? Porque é que não escrevem??? Porque é que não contam as suas aventuras???
Eu respondo: as Agripinas estão no gmail.
Confusos?!
Eu explico: as agripinas trocaram o relatar das suas aventuras e desventuras aqui no blog, pejadas de censura e nicknames, por animados mails que enchem a minha (e a delas também) caixa de correio.
Numa destas semanas, não pude consultar o e-mail. Qual não foi a minha surpresa quando, na segunda-feira seguinte, sou “assaltada” por nada menos, nada mais do que 38 e-mails, cujo título era “o decote da I.”.
Ora, não é que o decote da I. não mereça tal enxurrada de mails, mas será que ao mesmo não seria feita mais justiça atribuindo-lhe o papel principal numa croniqueta aqui no blog??? Será que privar os leitores de posts catitas é justo???
Deixo-vos com este apelo, camuflado por uma série de perguntas às quais espero obter resposta por parte das Agripinas!
Ah…e não é para responderem por mail!
mafalda mascarenhas
Tuesday, January 13, 2009
Mafalda’s Prison Break
Se por acaso não atender as vossas chamadas, se os vossos e-mails ficarem sem resposta, se não me conseguirem encontrar nos próximos dias, …… parece que é por AQUI que vou andar!
Mafalda mascarenhas, a ver o sol aos quadradinhos