Rebajas da Baixa
Alguém ainda consegue ouvir falar do aborto? Se que alguém ainda está indeciso ou mudou de opinião depois de ouvir os argumentos tecidos pelos movimentos pró Não que se chegue à frente.
Confesso que até agora estava convencida do triunfo do Sim, é triste ouvir na euronews que Portugal é um dos únicos países da Europa que ainda leva as mulheres a tribunal por praticarem aborto. Atenção, que a lei nesta questão é muito justo, e leva a mulher sozinha, o marido/namorado/pais que encorajaram, muitas vezes, o acto assumem apenas a posição de espectadores!
Mas vamos aos argumentos do Não:
-a secretária do escritório vai votar Não porque… já votou não no outro referendo, sempre foi contra e mais nada. Uma posição assim cimentada é difícil de abalar e completamente imune aos meus argumentos.
-um coleguinha de profissão é contra, pasmem, porque despenalizar o aborto seria alterar os valores da nossa sociedade, o que temos é de dar maior suporte social às famílias carenciadas. Uhm… certo, até agora deu imenso resultado!
-a cereja no cimo do bolo fica a cargo da “loja” da plataforma de um movimento pró Não. A julgar pela montra e já que estamos em tempo de saldos, em promoção estão uma dezena de fetos de 10 semanas, deduzo eu! O cenário fica completo com as empregadas da dita “loja”, senhoras de cabelo bem arranjado que volta e meia se deslocam à rua para distribuir panfletos e apelar à consciência dos transeuntes. No mínimo macabro!
Termino com um argumento simples mas eficaz e que aliás foi defendido por Maria de Belém numa sessão para debater a despenalização do aborto “o Sim não obriga ninguém a interromper a gravidez, enquanto o Não não impede os abortos clandestinos. O Sim é tolerante e o Não é intolerante”.
Ah e aquele argumento do “eu sou pelo Não porque sou pró vida” GRRRRR… que raiva!
PS. a foto da dita "loja" fica para o próximo post!
Rocío













