the fine art of small talk
Tenho uma ineptidão para fazer “small talk” ou como eu gosto de lhe chamar “conversar sobre nada”. Estou a falar daquela conversa de circunstância que somos obrigados a fazer quando encontramos algum vizinho no elevador ou algum conhecido na rua com o qual não temos grande confiança.
Graças a deus o meu prédio só tem 4 andares pois não percebo como é que se consegue manter uma conversa sobre o estado do tempo que dure mais do que 10 segundos.
“E este frio, ãh?”, pergunta deveras pertinente à qual eu apenas consigo contrapor um simples: “é verdade!”.
Conheço pessoas que são capazes de manter esta troca de ideias(!) durante largos minutos, ostentando do principio ao fim um sorriso generoso.
Já, yours truly, não consegue melhor que um sorriso amarelo do género “tirem-me daqui que eu já não sei o que dizer mais”.
Fico de tal maneira encavacada que acabo sempre por dizer algum disparate sem sentido nenhum, como daquela vez que disse à minha vizinha que não me importava nada que estivesse mau tempo, pois como eu ainda não estava de férias até podia chover a potes. O que até não seria muito mau, não estivesse ela a carregar o carro para ir para a praia!
mafalda mascarenhas












